É muita...


É muita midia? É muita chuva? É muito Job? É muito calor no fim de semana de um gripado em recuperação? Parece que sim. Tem dias que de noite é assim mesmo. Eventos que não pude ir. Amigos que não pude ver. Gente que não pude falar. Flamengo que perdeu de 3 x 0 pro Botafogo. Pro Botafogo!!! Algumas decepções, algumas declarações e outras boas surpresas. Quero parar por aqui, mas as vezes a necessidade é mais forte que eu. Este Blog não é pra isso. Ou, pra que é afinal este Blog. Já me perguntaram. E eu achei que já tinha respondido. Pros outros. E pra mim. Mas as dúvidas voltam. É muita emoção pra tão poucos dias. Ou temos tanto tempo e tão pouco a fazer (Willie Wonka, o original). Fico mais velho. Fico mais tenso. Fico mais tosco. Fico mais magro. Fico mais aflito e mais esperançoso. Mentira...

Vitamina C e cama!!


- foto de Camila Kotori


Porra, era um fim de semana bem intenso.

Tinha muita coisa legal pra fazer,
Tinha orçamentos de ilustração pra passar,
Tinha uns rabiscos pra começar,
Tinha mensagens de amigos pra ler,
E tinha um aniversário pra comemorar(?!)
E tinha a gripe também.

Tinham dias deliciosos de sol ameno,
Tinha um festão pra ir no sábado,
Tinha mais mensagens de amor pra ler,
Tinha incensos pra comprar na feirinha,
E tinha a gripe também.

Tinha 4KM pra correr tranquilamente,
Tinha duas horas pra suar deliciosamente,
Tinha uns telefonemas pra dar pra família,
Tinha outro puta convite pro sábado,
Tinha reprise de Mothern pra ver, comendo Doritos,
E tinha a gripe também.

Tinha despedida de uns moleques maneiros pra ir,
Dar abraço e desejar sorte, sucesso, tudo de bom,
Com outras pessoas juntas, umas legais, outras não,
Mas tinha Double Chopp e era na Vl. Madá, sabadão,
E tinha a gripe também.

Porra, era um fim de semana bem intenso,
Cheio de suco, Vitamina C, Vick Pyrena, Mel e cama
Pra dormir.

pro Otavio Martins



Blessed To Be A Witness

Corcovado parted the sky
And through the darkness
On us he shined
Crucified in stone
Still his blood is my own
Glory behold all my eyes have seen
Have seen

I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed to be a witness

Some have flown away
And can't be with us here today
Like the hills of my home
Some have crumbled and now are gone
Gather around for today won't come again
Won't come again

I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed to be a witness

So much sorrow and pain
Still I will not live in vain
Like good questions never asked
Is wisdom wasted on the past
Only by the grace of God go I
Go I

I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed
I am blessed to be a witness

- Ben Harper

Vagina em lata!!


A quem interessar possa.
El masturbador masculino fleshlight®, por fín en España.

- É sério viu. O produto existe.

Mais Bernini


- O homem que deu vida ao mármore.

Nervos de aço


Tava claro que era uma tentativa ou possibilidade de algo que muito queríamos e todo mundo quer sempre? Tava, tava claro. Era a confusão implícita de sempre. Costumeira diria. Confusão, desde o físico ao espírito. Dos nervos aos ossos. E não eram de Adamantium. Nenhum dos dois tinha vocação pra Volverine. Eles iam se partir mesmo. Os nervos. Regados a sangue de barata. Que não agüentam sequer 30 minutos de espera do ring do telefone. Nervinhos de merda. Pseudo-adultos seguros de nada. A não ser da segunda-feira que chegará inexorável. A possibilidade tava ali, batendo na porta. Socando dentro bem fundo. Pra não ser esquecida tão cedo. Pra que se aprendesse de uma vez por todas. Quem ignora essas possibilidades está condenado à prantos altos e na cama, que é lugar quente.

Lego Card


- Cartão de Visitas de Faculdade de Arquitetura na Bélgica.

Barry Adamson


- Quer viajar sem torrar milhagens? Ouça Barry Adamson.
Sombrio, teatral, cinematográfico, visceral.

Ouça de olhos bem fechados...

Miragem


É assim mesmo quando vejo o mar. Como o menino que espera a semana inteira o domingo que os pais o levarão à praia, com sua bóia preta. É assim mesmo quando vejo o mar. Quando não se sente o tempo passar naquele dia que parece não ter mais fim. O sal e o calor do sol na pele. A temperatura da água, as risadas, as histórias de netunos e polvos gigantes. É assim mesmo quando vejo o mar. O fusca branco parado na beirada da praia. Toalhas vermelhas, isopores brancos com cordões de nylon azul. Azul cobalto da cor da água. É assim mesmo quando vejo o mar. O cheiro do sal, da maresia, o vento que gela a pele molhada. Escorregando pelo meio da bóia preta. De pneu de caminhão que o pai arranjou. É assim mesmo quando vejo o mar. Com Nádia e seu largo biquini laranja, de laços compridos. Seus olhos tão verdes. Ou será por causa da água do mar? É assim mesmo quando vejo o mar. Uma cor de ouro na pele no fim da tarde. Uma preguiça boa na hora de ir embora. Uma tristeza alegre entrando no fusca sacudindo a areia dos pés. É assim mesmo quando vejo o mar. Hoje, sentado na areia, quando o vento vem do mar, trazendo você. Miragem.