Lesma

Piso na água gelada do seu cuspe com o corpo ainda quente da sua febre. Suando, escorrego entre os seus dedos, como um visgo branco de lesma, se arrastando pela calçada. Antes de cair de vez, me esparramando pela gosma branca, suas mãos me seguram firme como um visgo forte de jaca, que despenca, destruída. O cheiro forte. O barulho da queda. Os pedaços espalhados pelo chão. O amarelo forte do visgo poderoso da fruta desperdiçada. O corpo ainda quente da sua febre que não esfria nunca.

0 Response to "Lesma"