Don't give up the fight


Às vezes a gente pensa em desistir. Pensa sim. Eu já pensei. Você já pensou. É normal. Não somos heróis da DC Comics. E olha que as vezes até eles desistem. Aqueles conflitos de herói e tal. Tem momentos que a coisa tá feia mesmo, ou fora ou dentro de nós. Aí de repente, vem a vontade de desistir. É o cansaço que bate. Também pudera. Tantos anos nesta labuta diária. Tem horas que cansa mesmo. Dia desses ouvi de um moleque de 20 anos: Falta muito pra eu me aposentar? Falta muito pra eu morrer? Todo mundo riu muito, lógico. Era uma brincadeira. Mas tinha um desabafo ali. E olha a idade do cara. Esses jovens de hoje em dia se cansam muito mais rápido do que os da minha época. (Nossa...) Enfim, o cansaço é inevitável, diria. Não tem jeito. A gente acorda, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha e se diverte (um pouco) e goza (melhor pular esta parte). Normal bater um desânimo no meio do caminho. Será que tô sendo muito pessimista em afirmar que a gente tem muito mais agruras nesta vida do que prazer? Ou será que sou mesmo o eterno insatisfeito? Ou será que é a idade? Sei lá. Pode ser tudo isso junto. Pode ser a falta de força pra lutar depois de muito murro em muros por aí. Pode ser. Mas apesar de tudo isso, ainda penso que na verdade, desistir é coisa de cuzão. Problemas e chefe chato todo mundo tem, pô. (Com exceção da chamada "classe artística" e inclua-se aí meus amigos atores). Desculpa gente, mas vocês não têm chefes chatos no pé. No máximo um diretor mau-humorado. Os problemas são inerentes a nós, pobres humanos em evolução. Mas, na boa, desistir é entregar os pontos. E eu não penso em fazer isso tão cedo. É a grana que não dá, é o síndico filho da puta, é o chefe idem, é a rua esburacada, é o lixo na calçada, é a paquera que não te olha, é o pneu furado num sábado a noite e com chuva. Enfim, é muita coisa ruim. Mas, fazer o quê. Deve haver um sentido pra tudo isso. Eu realmente acredito nisso. Talvez por isso não penso em desistir. Por mais que eu pense que tô pensando em desistir, entende? Sabe aquela música, "o mundo gira e nos espera numa boa"? Pois é. Bora tomar aquele analgésico bem loco, um banho frio e dar uma caminhada rápida que depois pode até evoluir pra um trotezinho de 5 minutos. E quando você vê, já correu 5 Km. E suou. E relaxou. E botou aquele demônio gigante pra fora. E o tombo dele foi feio, eu vi. E na boa, esse demônio obeso não consegue me ganhar numa corrida de 5 km. Peace.

3 Response to "Don't give up the fight"

  1. Flávia Stefani Says:

    Ele não te vence nem numa corrida de 50, tenho certeza.

  2. Antônio Says:

    Concordo com as proporções entre dor e prazer, meu brother. Por isso “vivo para o findi”, saca? Eu já começo a segunda pensando no sábado. Se Freud estava certo, se nosso maior objetivo em nossas relações é extrair prazer, então deixe que eu goze. Trabalho feito um louco, mas o vínculo que estabeleci com o trabalho é de um meio e não de um fim. O fim é o findi hehehehe. Preciso ralar pra bancar os sonhos. E a grande M é monitorar o tamanho dos sonhos em função do tamanho do cheque... Que droga. Essa proporção é que acho mais injusta ainda. Mas, fazer o quê? Abração.

  3. Heitor Says:

    O fim é o findi foi demais!!!